segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Passando pelo Paradoxo do Asno de Buridan

Tudo bem: recorramos (ao Wikipédia). Volto em seguida.

Lê-se lá:

“O paradoxo conhecido como o asno de Buridan não foi originado pelo próprio Buridan. É encontrado na obra De Caelo, de Aristóteles, onde o autor pergunta como um cão diante de duas refeições igualmente tentadoras poderia racionalmente escolher entre elas.

Buridan em nenhum momento discute este problema específico, mas sua relevância é que ele defende um determinismo moral pelo qual, salvo por ignorância ou impedimento, um ser humano diante de cursos alternativos de ação deve sempre escolher o maior bem. Buridan defendia que a escolha devia ser adiada até que se tivesse mais informação sobre o resultado de cada ação possível. Escritores posteriores satirizaram este ponto de vista imaginando um burro que, diante de dois montes de feno igualmente acessíveis e apetitosos, deveria deter-se enquanto pondera por uma decisão.

Estou de volta.

Passo, nestas semanas, pelo "Paradoxo do Asno de Buridan". Tenho não somente dois suculentos montes de feno: são várias as opções com que me deparo. Na verdade, trata-se da escolha mais importante da minha brevíssima vida até agora. Tenho que fazer algo muito bom para o meu TCC. Será o meu “cartão de visitas”.

Não pensem que, faminto, já não me dirigi afoito ao primeiro monte de feno. No entanto, no percurso, descobri outras refeições. O problema, tal qual o indeciso animal de Buridan, é não morrer de fome, mesmo tendo alimento disponível.

Duvido da dúvida. E, mesmo duvidando do que duvido, não tenho certeza de que a dúvida não exista. Sei que acabarei fazendo algo, mesmo incerto. Sei que o produto final será objeto da minha crítica mais ferrenha, mas, mesmo assim, quero chegar ao que considero perfeito. Para, só depois, duvidar da perfeição. E duvidar da dúvida sobre a dúvida da perfeição. Sim: um objeto está sempre em construção. E em reconstrução. Assim somos: os objetos nos imitam.

Mãe, quando crescer eu quero ser intelectual!

sábado, 5 de junho de 2010

Imagem: a tensão entre ser e parecer

Ser, verbo. O ser, substantivo. Ser, estado. Ser, transição. Ser por ser, ser para ser. Ser e ainda ser. Ser ou ainda ser. Ser. Não ser. Ser ou não ser. Ser e não ser. Ser? Há questão?

Parecer: verbo. Um parecer: o substantivo. Substantivo o verbo e o faço parecer. Eis: o parecer. Parecer? parecer: fazer aparecer. E ainda assim, parecer.

Ser para parecer. Parecer para ser. Ser e parecer ser. Parecer e ser, parecendo ser: sendo. Parece e é. Não parece, mas é. Parece, mas não é. Não parece e não é. O que não parece, não é?

domingo, 11 de abril de 2010

Agradecimento

Pessoas, boa tarde,


Aproveito este breve momento para agradecer às visitas que este blog tem recebido. Também aproveito para sugerir que critiquem meus textos, pois estou em processo de formação, sendo as opiniões sempre muito válidas, sejam elogiosas ou não.

Volto a escrever com mais frequência (campanha pela volta do trema: "freqüência" já!) nestas semanas que seguem - espero que embalado pelas críticas.


Um abraço.


Jairo Santana